Grupo mineiro enviou oferta não solicitada para fusão pela qual pagaria R$1,29 bilhão aos acionistas mais participação no capital.
Depois do fechamento do pregão de ontem, 14 de abril, o mercado se agitou com o comunicado da Cia Hering de que recebeu uma oferta não solicitada para venda da empresa. No documento, a Hering rejeita a proposta feita pela Arezzo&Co. Disse que analisou os termos propostos mas que
o Conselho de Administração em decisão unânime rejeitou a oferta “por considerar que ela não atende ao melhor interesse dos acionistas e da própria Companhia”.No comunicado da tarde de ontem, a Hering não forneceu detalhes da proposta. Contudo, a Arezzo soltou informe aos investidores na manhã desta quinta-feira, 15 de abril, com o arcabouço da oferta enviada à Hering em 7 de abril em que propõe a “combinação de negócios”. E publicou a proposta enviada.
A Hering rejeita a transação que envolveria o pagamento em dinheiro de R$1,29 bilhão mais a participação em ações na companhia derivada da fusão em valor que seria o equivalente a 21% do atual capital social da Arezzo&Co. Com o negócio, a intenção do grupo mineiro visaria “se tornar a maior powerhouse de moda do Brasil”.
GANHOS COM KNOW-HOW INDUSTRIAL
Para a Arezzo, a compra da Reserva seria o divisor de água na estratégia de construção da Ar&Co, o braço de vestuário e lifestyle do grupo.
Entre as razões apresentadas para análise do negócio considerou o know-how industrial da Hering. Avalia que a experiência da empresa catarinense nessa área permitiria à Arezzo otimizar a capacidade produtiva, “especialmente com relação aos produtos das marcas da Reserva, dado que a malharia corresponde a aproximadamente 40% da sua produção”.
Também entende que a união das duas companhias daria ganho de escala e peso favorável na negociação com fornecedores e operadoras de shopping centers.
Em entrevista ao Brazil Journal, Fábio Hering, CEO da companhia, afirmou que “a Hering não está à venda”. No comunicado aos investidores, a empresa concluiu que “pretende seguir na execução do seu plano estratégico que combina construção de marcas, expansão e integração de canais, e modernização do supply chain, com foco no cliente e na sustentabilidade”.