Próxima assembleia de acionistas deliberará a alienação fiduciária de marca da holding.
Com a publicação dos resultados do primeiro trimestre de 2022, o balanço financeiro da Inbrands mostrou parte do passivo da companhia a descoberto.
Entre as medidas para realinhar os fluxos, o grupo avalia conceder uma marca de seu portfólio em garantia da dívida. A deliberação está prevista para o final do mês, quando a assembleia de acionistas discutirá a alienação fiduciária de marca em garantia da dívida com credores.A convocação da assembleia não menciona qual marca estaria em análise para dar como garantia. Atualmente, a Inbrands controla a Ellus, a Richards, a VR Collezioni, a VRK, a 2ND Floor, a Salinas, a Herchcovitch;Alexandre, a Bobstore, a Selaria Richards e a Mandi.
O ativo circulante consolidado da Inbrands de janeiro a março de 2022 somou R$298,65 milhões. O passivo circulante consolidado acumulou no período R$374,47 milhões. Diferença de R$75,82 milhões, ressaltou o relatório da Deloitte, responsável pelo balanço financeiro.
Em paralelo, a companhia destaca no informe de resultados que renegocia “prazos com fornecedores visando alongamento de capital de giro”. As tarefas incluem “reavaliação contínua de sua estrutura de despesas fixas visando ganhos de produtividade; revisão dos atuais contratos de locação”. Também envolve negociar novas linhas de financiamento.
RESULTADOS DO TRIMESTRE

Sobre o fraco primeiro trimestre de 2021, a Inbrands cresceu entre janeiro e março. A receita líquida da holding no período registrou R$103 milhões. Está acima do apurado em igual período de 2021, quando anotou R$71,9 milhões. Porém abaixo dos R$150 milhões obtidos no primeiro trimestre de 2019, antes da pandemia de covid-19.
A melhora de receita veio acompanhada da redução de perdas. O prejuízo líquido do primeiro trimestre de 2022 caiu para R$14 milhões, ante os R$20,1 milhões do primeiro trimestre de 2021.
Desde 2016, a Inbrands não informa o tamanho da rede de lojas que opera, nem total nem por marca.