Ganho não foi suficiente, contudo, para compensar o prejuízo líquido acumulado no ano
Dona de marcas como Ellus e Richards, além de outras oito grifes brasileiras, a Inbrands anunciou os resultados do terceiro trimestre anotando lucro líquido. Os ganhos da companhia encerrados em setembro de 2018 registram
R$ 9,8 milhões, bem superiores aos R$ 3,5 milhões assinalados em igual trimestre do ano passado. O desempenho ajudou a amenizar os prejuízos persistentes enfrentados pela empresa desde o primeiro trimestre de 2016.
Mesmo tendo operado com lucro líquido no terceiro trimestre, no acumulado do ano o balanço registra perda de R$ 18,7 milhões. Mas bem menor que os quase R$ 42 milhões de prejuízo enfrentados de janeiro a setembro de 2017.
A receita líquida menor reflete o desaquecimento nas vendas. O balanço financeiro publicado mostra receita de R$ 194,2 milhões, de junho a setembro, que corresponde a redução de 2% sobre o faturado no terceiro trimestre do ano passado. É maior a queda no acumulado de nove meses na comparação com 2017. Caiu 8,1%, para R$ 483,5 milhões.
MEDIDAS ADICIONAIS
Desde que os resultados pioraram, em 2016, a empresa não divulga mais o número de lojas em operação, franquias ou próprias, nem de multimarcas. O mercado cita fechamento de lojas e outras medidas para melhorar a saúde financeira. Com endividamento considerado elevado pela agência Fitch Ratings, a Inbrands renegociou em setembro o passivo de longo prazo avaliado, então, em R$ 518 milhões.
Mais recentemente, o noticiário econômico informou a decisão da companhia de fechar as instalações da Richards, na Tijuca, Rio de Janeiro, onde eram feita a parte de estilo, desenvolvimento e corte das coleções da marca, tanto no masculino quanto no feminino. O trabalho será repassado para parceiros industriais da companhia. A Inbrands ainda surpreendeu o mercado ao alterar o estatuto social da empresa a fim de incluir as atividades de venda de alimentos e bebidas.
A Inbrands controla as marcas Ellus, Second Floor, Richards, Selaria Richards, VR, VR Kids, Salinas, Mandi, Herchcovitch;Alexandre e Bobstore, além de deter 50% da Tommy Hilfiger Brasil, joint venture com a empresa dona da marca americana. Também detém participação na Luminosidade, empresa responsável pela organização da SPFW e da qual parte do capital foi vendido em abril para a IMM Participações.