Ranking da SBVC reflete as mudanças enfrentadas pelo setor da moda que, pela primeira vez, tem uma empresa entre as dez maiores do país.
Pela primeira vez o setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos tem uma empresa da categoria entre as dez maiores do país. Na quinta edição do Ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro, a Lojas Renner assumiu a 10ª posição, com faturamento bruto de R$ 9,78 bilhões, entre as redes Renner, Youcom e Camicado. Os dados constam do levantamento anual desenvolvido pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), mediante apoio técnico de BTR – Educação e Consultoria, Varese Retail e Centro de Estudos e Pesquisas do Varejo (CEPEV-USP).
Somado, o faturamento das 300 maiores redes varejistas do Brasil alcançou R$ 648 bilhões em 2018, que correspondeu a crescimento de 7,97% sobre 2017, aponta o estudo da SBVC. Com 47 empresas, cinco a menos que no ano anterior, o setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos acumulou faturamento de R$ 70,38 bilhões, aumento de 10,82% em relação a 2017. Desse volume total, R$ 49,54 bilhões foram obtidos apenas pelo varejo de roupas.
Do ranking da categoria constam também redes de calçados, artigos esportivos e marketplaces, como Privalia ou Dafiti. O GBLjeans excluiu esses segmentos, chegando aos 27 maiores varejistas de roupas do Brasil. Em 2017, esse grupo reunia 30 redes de varejo. Ficaram de fora do levantamento de 2018: Camisaria Colombo; GEP (grupo que controla Luigi Bertolli, Cori e Emme); e a M.Officer. Do setor como um todo, saíram outras duas – Pontal e IcommGroup (Shop2together).
O ranking geral apresenta os dados mais importantes das 300 principais empresas do varejo brasileiro. O Carrefour é a maior do setor, com faturamento de R$ 56,343 bilhões, ou 8,69% das vendas das maiores, aponta o levantamento da SBVC.
AS MAIORES DO VAREJO DE ROUPAS
Entre as dez maiores varejistas país, a Lojas Renner continua a liderar o ranking do setor de Moda em geral e o de roupas em particular. Também mantiveram posição no ranking da categoria e no recorte de roupas: a Riachuelo, sustentando faturamento bruto de R$ 8,82 bilhões; a C&A, com receita de R$ 6,19 bilhões; a Pernambucanas, com R$ 3,94 bilhões; e a Marisa, com R$ 2,90 bilhões. Do quinto lugar em diante o ranking registrou sobe-e-desce entre as cadeias.
Entre os varejistas de roupas, a Cia Hering subiu uma posição, assumindo o 6º lugar com R$ 1,68 bilhão por ano. Até o ano passado a 6ª posição pertencia à Leader. Em recuperação judicial, a rede do Rio de Janeiro registrou faturamento bruto de R$ 1,08 bilhão em 2018, caindo para o 10ª lugar.
Já o Grupo Via Veneto avançou algumas posições e com R$ 1,66 bilhão chegou ao 7º lugar em 2018. Zara (R$ 1,60 bilhão) e Restoque (R$ 1,24 bilhão) mantiveram o 8º e o 9º lugar, respectivamente. O grupo da rede Torra Torra assumiu o 11º lugar, com R$ 1,04 bilhão. Ficou à frente do grupo Soma, de marcas como Animale e Farm, que no ranking de 2018 deixou o grupo de varejistas com receita acima de R$ 1 bilhão.
Do faturamento total do segmento de roupas, o grupo das 11 com receita acima de R$ 1 bilhão sustenta pouco mais de 80% do valor. Os outros R$ 9,56 bilhões estão divididos entre as demais 16 varejistas, que faturaram menos de R$ 1 bilhão por ano.
RECORTE EM NÚMERO DE LOJAS
De acordo com o ranking da SBVC, a varejista de roupas que mais abriu lojas em 2018 foi o Grupo Via Veneto (dono das redes Via Veneto, Brooksfield, Brooksfield Donna e Harry’s). Informou ter 187 pontos de venda, contra os 50 indicados em 2017, quando foi destaque pelo número de lojas fechadas. Mesmo com essa recomposição, a varejista ficou com menos do que as 200 unidades reportadas em 2016.
Em sentido inverso, a Cia Hering foi a que mais enxugou a rede. Ficaram 55 pontos a menos do que ano passado, entre todas as marcas da empresa: Hering, Hering Kids, Dzarm e Puc.