Em 2025, varejista de moda fatura 3,1% a mais que no ciclo anterior, porém, mantendo perdas pelo terceiro ano consecutivo

O balanço consolidado da holding Arthur Lundgren, dona da varejista Pernambucanas, registra receita líquida de R$4,98 bilhões em 2025. Esse montante representa alta de 3,1% na comparação com 2024, quando a companhia apurou R$4,83 bilhões. Crescimento impulsionado sobretudo pela venda de roupas femininas no primeiro semestre do ano, explica o relatório de desempenho.
Comparada às 11 maiores empresas de moda do Brasil, de capital aberto, a receita líquida obtida colocaria a Pernambucanas em 6º lugar no ranking, à frente da Marisa.
Contudo, a companhia continua a acumular prejuízo desde 2023. Em 2025, o prejuízo líquido totalizou de R$464,9 milhões, mais do que os R$386 milhões de 2024. Além da varejista Pernambucanas, a holding Arthur Lundgren controla ainda a financeira Pefisa. O hotel Jatiúca que compunha o portfólio de empreendimentos controlados foi vendido. No ano passado, a empresa iniciou a operação da P-Log como braço logístico do grupo, prestando serviços de transportes para terceiros, ressalta o relatório de resultados.
Conforme o documento, a Pernambucanas atuou em 2025 com 484 lojas uma a menos que em 2024, quando fechou 23 pontos no processo de reestruturação.
Vestuário responde por 68% da receita de mercadorias da Pernambucanas. A varejista atua ainda com artigos de cama, mesa e banho, além de eletroportáteis. E, mais recentemente, com produtos de beleza, como maquiagem e perfumes, e acessórios, como relógios e óculos. Como outras varejistas do setor, também a Pernambucanas deixou de vender aparelhos celulares, considerados itens caros e de margem baixa.
foto: divulgação (campanha de Dia das Mães)




