Feira reúne fornecedores de insumos como tecidos, maquinário e aviamentos, além de sediar a ENT Brasil e seminário do Senai
atualizada em 04/05/2026

Após mudança de calendário para maio, a FebraTêxtil 2026 volta a São Paulo para a 2ª edição da feira depois do retorno em 2025. Começa nessa terça-feira, 5 de maio, no Expo Center Norte, na capital paulista, com a proposta de reunir diferentes elos da cadeia têxtil para negócios e atualização profissional. Promovida pelo Febratex Group, a feira segue até 7 de maio, com fornecedores de insumos, tecidos, maquinário, aviamentos e startups.
A realização simultânea com a ENT Brasil — Feira de Nãotecidos e Têxteis Técnicos — amplia o escopo do evento. São expositores com materiais voltados a aplicações técnicas e industriais.
Na edição de 2026 da feira, a FebraTêxtil sedia o IV Seminário de Competitividade da Nova Indústria Têxtil e de Confecção, realizado pelo Senai-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Distribuído ao longo dos três dias da feira, o seminário aborda temas como comportamento de consumo, performance empresarial, sustentabilidade e novos modelos de negócio.
Também terá o desfile dos finalistas da etapa paulista do BFD (Brasil Fashion Designer), concurso de moda do qual participam estudantes e recém-formados. A partir dessa apresentação, um juri técnico escolhe o vencedor. Os trabalhos depois ficam em exposição para voto popular.
EMPRESAS
Entre os expositores, a FebraTêxtil cita dois fabricantes de denim e sarja. A Saltorelli apresenta novas estruturas de tecido, composição com liocel e algodão reciclado além de novos tingimentos (royal e night).
Para a feira, a Capricórnio Têxtil reforça o lançamento da linha Bossa, com tecidos listrados, microestruturas e fios de efeito flamê.
“Queremos proporcionar um ambiente favorável para geração de negócios, conexões e troca de conhecimento entre os diferentes elos da indústria têxtil”, declarou em comunicado à imprensa Hélvio Pompeo, presidente do Febratex Group.
Já a Andrade Máquina abriu espaço para uma ação conjunta com o núcleo de pesquisa NAPI – da USP Sustexmoda. Será uma demonstração do método Line Flow, um sistema de patchwork industrial capaz de reutilizar 100% das aparas têxteis geradas no corte. A técnica é criação da professora Margo Isaac, que transforma resíduos em novos materiais como roupas, calçados e itens de decoração.
Conforme o Instituto Sustexmoda, a iniciativa capacita refugiados e pessoas PopRua por meio de cursos de upcycling têxtil em escala, promovendo inserção produtiva e geração de renda. É realizada desde 2023, em cooperação técnica com a Receita Federal do Brasil e a Universidade de São Paulo (USP), além da parceria com o Instituto Bibliaspa, responsável pelo ensino de português aos refugiados que chegaram ao Brasil com vistos humanitários.
foto: divulgação




