Holding dona de Le Lis Blanc e John John prevê queda de receita em torno de 40% em 2020 e recuperação a partir do próximo ano.
Dona de marcas nacionais consagradas, a Restoque fez uma apresentação ao mercado financeiro em que delineou a expectativa de desempenho de 2020 até 2025. No documento, a holding dona de Le Lis Blanc e John John informou que tomou a iniciativa inédita “diante da situação envolvendo a pandemia de covid-19 e seus impactos relevantes nos negócios da companhia”. Pelas projeções, o grupo espera queda de faturamento em torno de 40% em 2020. Assim, a receita líquida do ano cairia para R$ 596 milhões, contra R$ 954 milhões em 2019.
A recuperação viria a partir do próximo ano, com crescimento da receita líquida da ordem de 65%. Subiria para R$ 989 milhões. Voltaria a superar a barreira do R$ 1 bilhão a partir de 2022. Mas só alcançaria o patamar de 2017, o mais alto registrado pela companhia, em 2024. A expectativa é de em quatro anos anotar receita líquida de R$ 1,29 bilhão. A recuperação efetiva viria em 2025, quando a Restoque espera obter receita líquida de R$ 1,40 bilhão.
DESEMPENHO DO ATACADO E DO ONLINE
Nesse período, a rede de lojas de varejo continuaria a responder pela maior parte do faturamento, em torno de 60%. Atualmente, a companhia opera 255 lojas, todas próprias, e 31 outlets. Mantém um canal multimarcas com 5 mil pontos de vendas. Esse canal de atacado é o que deverá mais sofrer.
A Restoque estima que as vendas para as multimarcas deverão recuar de R$ 243 milhões, em 2019, para R$ 114 milhões, em 2020, em queda de quase 54%. Embora preveja crescimento até 2025, o canal de atacado só superaria o patamar de 2019 em 2023, quando as multimarcas comprariam R$ 260 milhões. Em 2024 e 2025, a expansão prevista de vendas giraria em torno de 7,5% ao ano.
Nessas projeções de desempenho, apenas o canal online apresentaria crescimento. Em 2020, a empresa estima que as vendas online alcancem R$ 70 milhões, ante os R$ 59 milhões de 2019. E avançar consistentemente até R$ 216 milhões em 2025. Nesse ano, a previsão é o canal de atacado contribuir com R$ 301 milhões.