A expectativa do segmento é voltar a crescer em 2021, com expansão de 9,5% sobre o faturamento obtido em 2020, diz Abrasce.

As vendas dos shopping centers caíram 30% em 2020, de acordo com dados divulgados pela entidade que representa o setor. Movimentaram
R$128,8 bilhões, 33,2% a menos do que faturaram em 2019. A expectativa da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) é o setor voltar a crescer em 2021, com expansão projetada de faturar 9,5% acima de 2020. A previsão inclui a inauguração de 13 empreendimentos a partir de março, com os primeiros da lista, Trimais Place, na cidade de São Paulo, e Parque Shopping Boulevard, em Curitiba.Os shoppings venderam menos porque menos pessoas foram às compras, confinadas em casa por causa da pandemia de covid-19. Alguns centros comerciais ficaram fechados por até quase quatro meses. O número de visitas recuou 32% passando de 502 milhões para 341 milhões por mês em 2020.
A Abrasce registrou 601 shopping centers em funcionamento no país em 2020. Desses, sete foram inaugurados no ano. Teve apenas uma inauguração em março, o Parque Shopping Bahia, no município baiano Lauro de Freitas. Depois disso, novos centros comerciais voltaram a abrir portas só a partir de julho.
POUCA DIGITALIZAÇÃO
Pesou ainda na queda de faturamento o fato de que poucos empreendimentos contavam com marketplaces implementados de comércio eletrônico, de modo a compensar parte das vendas de lojas com portas fechadas ao público. De acordo com a Abrasce, dos shopping centers em operação em 2020, apenas 11% dispunham de plataformas digitais de vendas.
Ao jornal O Globo, a associação estimou que ao final de 2020 29% deles implantaram marketplaces próprios. A entidade considera que esse número deverá alcançar 59% em dois anos.
Como previsível, o número de lojas que encerraram atividades dentro de shopping centers no ano passado também aumentou. O índice de vacância que era de 4,7% em 2019 subiu para 9,3% em dezembro, conforme dados divulgados pela Abrasce.