O inverno de 2012 vai se desenhando como uma temporada de transição.
Desde março de 2011, com mais de um ano de antecedência, o portal GBLjeans vem levando até seus leitores detalhes sobre as orientações previstas para a moda do inverno 2012. Foram mais de 30 matérias abordando de produtos a tendências. Nesta nova série de reportagens especiais, além de consolidar as principais direções rastreadas ao longo desse período, a equipe do GBLjeans foi a campo para saber o que as marcas nacionais estão preparando para a estação, cujas coleções começam a ser lançadas a partir de dezembro.
O inverno faz a transição das cores intensas do verão quebradas agora pelos neutros. Das modelagens que misturam formas amplas e justas, do impacto das mudanças climáticas e da economia
Se a moda colorida do verão 2012 deveria se prolongar até o inverno seguinte, combinada a tons neutros, conforme os especialistas projetam para os mercados dos Estados Unidos e da Europa, aparentemente, o Brasil optou por acelerar em direção ao caminho da sobriedade para o inverno 2012. Nas coleções femininas, o preto resiste, a despeito das orientações da moda, com o vermelho bordô e o verde dominando a cartela de cores.
Você verá, ainda, os tecidos que se revelam campeões de venda das principais fabricantes nacionais de denim e sarja na estação. Também encontrará um resumo das direções para as cores previstas pelos especialistas para a estação; dos efeitos, lavagens, estampas e acabamentos.
ESTAÇÕES TROCADAS
Para o Brasil, o inverno de 2012 vem revestido de esperança de vendas melhores. O desempenho comercial do inverno de 2011 foi em boa medida prejudicado pelo calor que se estendeu por fevereiro e março, quando muitas lojas já exibiam araras de inverno. Mas o descompasso acabou compensado pelo verão estendido.
Por sua vez, as vendas do verão 2012 foram afetadas pelo inverno rigoroso e mais prolongado do que o mercado vinha convivendo desde 2005. Ainda estava gelado no sul e no sudeste quando as marcas lançaram suas coleções de verão.
Piorou o cenário com o agravamento da crise dos países europeus. Nada mudou no nível de emprego ou de renda dos brasileiros, mas o impacto psicológico da incerteza importada do mercado internacional feriu o varejo local, ao lado da restrição de crédito e aumento da inflação.
Boa leitura