Assim como em igual mês de 2014, roupas, tecidos e acessórios conviveram com retração de vendas, mas, ao contrário daquele período, este ano, a receita caiu.
O ano começou bem para o comércio varejista de roupas, tecidos e acessórios com aumento do volume de vendas e de receita. Depois, recuou. Fevereiro mostrou queda nos dois indicadores e março repetiu a variação negativa em vendas e faturamento. Em relação ao mês anterior, o volume de vendas de março do segmento caiu 1,40% e a receita retraiu 0,30%, mostram os dados da pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com o comércio varejista.
No ano passado, a atividade enfrentou retração de vendas nos três primeiros meses de 2014, enquanto a receita caiu, pouco, em fevereiro. Ainda assim, o varejo de roupas, tecidos e acessórios registrou queda de 3% no volume de vendas no primeiro trimestre de 2015 sobre igual período do ano passado, muito pressionado pela taxa de encolhimento exibida em março, quase o dobro da média geral do setor (-0,90%). A pesquisa do IBGE mostra, ainda, que de janeiro a março deste ano, a receita aumentou 2,1%, quando comparada ao primeiro trimestre de 2014. Foi influenciada pelo forte aumento obtido em janeiro.
O desempenho do segmento de moda em março acompanhou o resultado verificado pelo comércio varejista no Brasil. Como mostra a pesquisa do IBGE, em relação a fevereiro, o volume de vendas do comércio em geral caiu 0,90% e a receita encolheu 0,40%. No acumulado do ano, as vendas do varejo como um todo caíram 0,8% sobre o mesmo intervalo de 2014, porém, a receita cresceu 6,5%.
Em relação ao comportamento do varejo de roupas, tecidos e acessórios nos 12 estados destacados pela pesquisa do IBGE, a comparação com março de 2014 não mostra resultados uniformes, ao contrário de fevereiro, quando todos caíram. Em março, sete deles enfrentaram queda no volume de vendas, alguns com contração expressiva, como ocorreu com o Rio Grande do Sul (-15,5%). Outros cinco faturaram mais, com o Ceará destacando-se pelo aumento de 13,7%.
Paraná e Bahia também tiveram queda expressiva no volume mensal comercializado, com contração de vendas de 6,9% e 5,1%, respectivamente, lembrando que em fevereiro a Bahia foi o estado que mais perdeu vendas no comércio do segmento, com queda de 20,40%, e o Paraná, teve contração nada pequena de 10,30% naquele mês.
Sobre o desempenho de receita, a participação se inverte, com sete estados registrando aumento de receita em março sobre fevereiro. Pelo crescimento da quantidade vendida, o Ceará também foi o estado que computou maior expansão de faturamento, com taxa positiva de 17,5%. Em seguida, está o Rio de Janeiro com alta de 12,30%, Pernambuco (7,90%) e Distrito Federal (6,80%). Nos demais, a alta ficou de 3% para baixo.
Devido à redução no volume de vendas, a receita do Rio Grande do Sul contraiu 10,9%, em março em relação a fevereiro. A queda mensal registrada no varejo dos outros quatro estados ficou, porém, em patamares menores que o gaúcho. Na Bahia, caiu 3,3%; o Paraná perdeu 2,6%; São Paulo recuou 1%; e Goiás teve variação negativa de -0,9%.