Exportação de denim perde ritmo em novembro

Exportação de denim perde ritmo em novembro

Levantamento do GBLjeans mostra também balança comercial de têxtil, algodão e vestuário.

Exportação de denim perde ritmo em novembro

Ao contrário do registrado no ano passado, a exportação de denim perde ritmo em novembro de 2022. Com US$2,1 milhões embarcados, a balança comercial do mês cai quase pela metade (-46%) quando se compara com os embarques de outubro. Sobre novembro de 2021, a queda é ainda mais contundente. Recua 54%, como mostra o levantamento mensal realizado pelo GBLjeans com base no sistema de controle de comércio exterior do governo federal.

Em novembro, o Paraguai foi o principal destino do denim brasileiro, com embarque de US$569 mil. Argentina e Peru compõem a sequência das três principais rotas, que sustentaram 65% das vendas brasileiras ao exterior em novembro.

O acumulado do ano até novembro mostra da mesma forma que a exportação de denim perde ritmo. Em 11 meses, com US$61 milhões exportados, a operação teve alta de 12% em relação a igual período de 2021. Mas até outubro o segmento acumulava alta de 20%.

Juntos, Colômbia, Argentina e Peru, nessa ordem, sustentaram US$36 milhões da exportação de denim do Brasil em 2022 até novembro.

A importação de denim salta em novembro para US$730 mil, de modo que acumula em 11 meses US$2 milhões comprados, o dobro do negociado no mesmo período em 2021.

BALANÇA TÊXTIL ENFRAQUECE EM NOVEMBRO

Depois de três fortes altas seguidas, a exportação do setor têxtil nacional cai 3,5% em novembro para US$606 milhões. Desta vez, a queda não foi puxada pela venda de algodão.

Em novembro, o Brasil exportou US$526 milhões de algodão, aumento de 23% sobre outubro.

A baixa na balança do setor no mês reflete vendas menores de itens têxteis para o exterior. Caíram de R$83 milhões em outubro para U$80 milhões em novembro.

Já a importação têxtil completa três meses consecutivos em queda. Em novembro, teve recuo de 7% sobre outubro, para US$497 milhões.

No ano até novembro, entretanto, a balança comercial brasileira registra crescimento. A exportação têxtil alcança U$4,4 bilhões, dos quais US$3,3 bilhões de algodão. O embarque total representa crescimento de 14% em relação a igual período de 2021.

De janeiro a novembro de 2022, a importação têxtil em geral cresce 17% em comparação a 2021, movimentando US$5,4 bilhões. Desses, US$3,2 bilhões vindos da China.

BALANÇA DE VESTUÁRIO VOLTA A OSCILAR

Dos US$80 milhões exportados em novembro, descontadas as vendas externas de algodão, vestuário contribuiu com US$16,7 milhões, crescimento de 10,5% sobre outubro.

A importação têxtil em geral voltou a oscilar em novembro, com recuo de 18,5%, para US$111 milhões.

No acumulado de 11 meses, os itens de vestuário movimentaram US$167 milhões, crescimento de 24% sobre o mesmo período de 2021.

Já a importação de itens de vestuário sobe 40% de janeiro a novembro, atingindo 1,4 bilhão. Do total, US$756 milhões fornecidos pela China.

Em relação à importação, o setor acendeu o alerta, conforme o presidente executivo da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Fernando Pimentel. Isso porque a entidade detectou aumento considerável na importação de meias e luvas ao longo do ano. A equipe acompanha a evolução para entender se são compras de fato derivadas de aumento de consumo por meias e luvas ou se camuflam alguma irregularidade.

Entre os dois itens, o país comprou até novembro o equivalente a US$130,5 milhões, 26% acima do adquirido em igual período de 2021.

NAVEGUE PELO GRÁFICOS

Acompanhe o volume negociado, em detalhes, no mês e no acumulado do ano em denim, têxtil, algodão e vestuário.

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