Depois de três meses em queda, compras de fora sobem em maio, assim como avança a exportação, estimulada pela venda de algodão.
As encomendas sobretudo do varejo para o alto inverno refletiram no volume de importação de maio. Depois de acumular queda de fevereiro a abril, o país viu as compras de fora de itens têxteis, incluindo roupas, aumentarem discretamente. Subiram 1,16% sobre abril, mostra o levantamento realizado pelo GBLjeans. O sistema de controle de comércio exterior do governo federal registra que o Brasil somou US$ 434,66 milhões de compras em maio, dos quais US$ 209,04 milhões fornecidos pela China.
Também sobre maio de 2018, as importações têxteis cresceram. O aumento foi de 10,77% em relação aos US$ 392,39 milhões do mesmo mês do ano passado.
A entrada de roupas importadas contribuiu com US$ 121,24 milhões do total internado no país em maio, que representa recuo de 9,26% em comparação com abril. Dessa forma, o Brasil chega ao terceiro mês seguido importando menos roupas. A cotação em alta do dólar associada ao fraco desempenho da economia e à falta de frio, explicam o recuo.
Contudo, sobre maio de 2018, mês da greve dos caminhoneiros, a importação de maio de 2019 corresponde a aumento de 10%. A China vendeu US$ 58,26 milhões do total de maio, permanecendo como principal fornecedor. Bem distante, em segundo lugar, continua Bangladesh, fornecendo US$ 13,81 milhões no mês.
NOVO AUMENTO DA EXPORTAÇÃO
Em maio, as operações de exportação de produtos têxteis brasileiros aceleraram. Aumentaram 12,84% e alcançaram US$ 227,94 milhões sobre os negócios realizados em abril. Muita dessa reação tem a ver com o crescimento dos embarques de algodão brasileiro que equivaleram a US$ 140 milhões, bem acima dos US$ 33,8 milhões vendidos em igual mês do ano passado. Sozinho, o país chinês consumiu US$ 33,91 milhões em maio de 2019. Além disso, Indonésia e Vietnã também expandiram sensivelmente as compras de algodão.
Tradicional destino das exportações do Brasil na área têxtil, a Argentina caiu para o sexto lugar em maio, com compras de US$ 16,53 milhões.
O aumento das exportações representa reação também sobre os embarques de maio de 2018, mês fraco para os negócios, abalados pela greve dos caminhoneiros. O aumento chegou a quase 150%.
A exportação de roupas, que começou a aumentar em março, alcançou US$ 15,23 milhões em maio. Crescimento de 10% sobre abril. Os três maiores destinos das roupas brasileiras continuaram a ser: Paraguai (US$ 4,2 milhões), Uruguai (US$ 2,4 milhões) e Estados Unidos (US$ 1,9 milhão).
O avanço na venda de roupas para o mercado externo foi ainda maior na comparação com maio de 2018. Chegou a 50%.