Nenhum item da cesta que compõe o segmento vestuário baixou os preços em setembro, com destaque para os aumentos de calçados, jóias e bijuterias.
Os preços dos itens de moda voltaram a acelerar em setembro, como mostra a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que monitora mensalmente o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ainda que tenham ficado ligeiramente abaixo da inflação média brasileira que registrou alta de 0,54% na passagem de um mês para o outro. A categoria de moda apontou para aumento de 0,50% em relação a agosto, muito pressionada pelos fortes reajustes de calçados (0,78%) e jóias e bijuterias (0,85%).
Também roupas e tecidos custaram mais para o consumidor, com comportamentos diferentes. As roupas masculinas que em agosto foram as que mais aumentaram, com alta de 0,66%, reduziram a velocidade de reajuste encarecendo 0,27% em setembro. Já as roupas femininas subiram de preço, com indicador apontado para alta de 0,56% em setembro, quando em agosto o reajuste foi de 0,08%. Os preços das roupas infantis que desde julho foram reajustados abaixo da média do setor, em setembro ficaram praticamente estáveis com variação para cima de 0,01%, mostra a pesquisa do IBGE. Tecidos mantiveram o ritmo de aumento de agosto, com encarecimento de 0,46% em setembro.
Entre as 13 capitais pesquisadas para o levantamento, Fortaleza (CE) foi a cidade que apresentou maior deflação (-0,43%) em setembro, depois de ter sido a que mais aumentou os preços em agosto. Na capital cearense, com exceção de tecidos, que tiveram aumento de 2,29%, todos os demais itens da cesta de moda ficaram mais baratos em relação ao mês anterior. Outras duas capitais reduziram o custo nessa área: Salvador (BA) tendeu à estabilidade em relação ao mês anterior com ligeira queda de 0,01% e Campo Grande (MS) que reduziu em 0,09%.
As dez outras cidades ficaram mais caras. Distrito Federal foi campeão de aumentos, com inflação de 1,97%, refletindo a alta em todos os produtos, com destaque para roupas masculinas (3,03%). Mais uma vez São Paulo ficou entre as três cidades de custo maior. Em setembro, a média de aumentos bateu 0,92%, com recuo apenas nos preços de tecidos (-0,48%). Com média de 0,83%, a inflação de Vitória (ES) permeou todos as categorias de produtos, mais fortemente pressionada por jóias, com alta de 2,69% no mês.