Depois da forte alta de junho, variação ficou abaixo da média geral de 0,96%, a maior do ano.

Mesmo com o consumo contido, a inflação de roupas avança. Subiu
0,58% em julho, sobre a forte alta de junho. No entanto, a variação nos preços das roupas ficou abaixo da inflação oficial brasileira, de 0,96%, a maior do ano, conforme os registros do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) monitora nove categorias de produtos para calcular a variação de preços.
A categoria de moda reúne vestuário, além de calçados e acessórios; joias e bijuterias; tecidos e armarinhos.
A inflação de moda subiu 0,53% em julho. Depois de roupas, o maior aumento foi do segmento de Tecidos e armarinhos, com alta de 0,75% em relação a junho.
Em seguida, Calçados e acessórios (0,45%); Joias e bijuterias (0,31%).
Como nos últimos dois meses, a inflação de roupas de julho foi puxada pelos aumentos do vestuário masculino, que subiu 1,18%, ficando novamente acima da inflação oficial.
As roupas femininas tiveram alta de 0,22% e as infantis, de 0,31%.
INFLAÇÃO ACUMULADA
Até julho, a inflação brasileira acumula alta de 4,76%.
A inflação de moda acumulou 3,79% em relação aos primeiros sete meses de 2020.
Com julho, a inflação de roupas avança para acumular 3,30% no ano. A maior pressão veio das roupas masculinas (4,75%), quase a mesma da inflação brasileira.
A alta acumulada das roupas femininas registra 3,11%. As roupas infantis aumentaram 1,19% entre janeiro e julho. Mas o primeiro trimestre foi de deflação.
Os demais itens de moda também acumulam inflação: Calçados e Acessórios (3,84%); Tecidos e Armarinhos (4,24%); Joias e Bijuterias (9,89%).
PREÇO DE ROUPAS NAS CAPITAIS
Ao fazer a análise do acumulado até julho nas 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE, os aumentos acumulados de moda e roupas são generalizados.
Apenas Salvador e Brasília continuam a registrar deflação acumulada em sete meses em roupas. De -1,11% na capital baiana e de -1,97% em Brasília.
Para roupas, as duas capitais mais caras continuam sendo Fortaleza (8,31%) e São Paulo (6,93%).
Acompanhe o comportamento dos preços em julho e no acumulado do ano consultando os gráficos abaixo criados pelo GBLjeans.
Também compare a inflação acumulada de moda e roupas com a média nacional em 16 capitais.