Período de troca de coleções deixa o IPCA da atividade negativo pelo segundo mês, acumulando queda de 1,48%
Para esvaziar os estoques, as lojas de artigos de moda, como roupas, tecidos, calçados, joias e bijuterias derrubam os preços. As liquidações do varejo deixaram o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) da atividade negativo pelo segundo mês. Mas em fevereiro a queda foi menor que a de janeiro, ainda que tenha atingido todos os itens de moda. Recuou 0,33%, com o acumulado do primeiro bimestre registrando redução de 1,48%, mostra a pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Ao contrário, a inflação brasileira acelerou em fevereiro com alta de 0,43% sobre janeiro. A comparação com o primeiro bimestre de 2018 revela que os preços subiram 0,75% no período em 2019, contra o acumulado de 0,61% observado no ano passado, destaca o IBGE. Segundo a pesquisa, das nove atividades monitoradas pelo levantamentos apenas Vestuário e Transportes (-0,34%) registraram preços em queda.
As liquidações de roupas foram as mais agressivas. As de roupas femininas cortaram os preços em 0,56% sobre -2% de janeiro. As roupas infantis ficaram 0,16% mais baratas em fevereiro, enquanto as roupas masculinas tenderam à estabilidade no mês com ligeira retração de 0,01%.
As demais categorias de Moda também reduziram os preços em fevereiro: calçados e acessórios (-0,13%), joias e bijuterias (-0,28%) e tecidos (-0,10%), revela a pesquisa do IBGE com os resultados do IPCA.
No acumulado de dois meses, as roupas foram os itens que mais caíram: masculinas (-0,99%); femininas (-2,55%); e infantis (-1,22%).
VARIAÇÃO EM 16 CAPITAIS
Nem todo o varejo das 16 capitais que são destaque da pesquisa para formação do IPCA assinalam preços em queda em fevereiro. Recife, Campo Grande e Belém foram as cidades cujos preços de artigos de moda subiram, e ultrapassaram a inflação oficial. As lojas de Recife aumentaram 1,02% sobre janeiro; as de Campo Grande subiram 0,59%; e as de Belém encareceram 0,46%.
As outras 13 capitais seguiram o movimento de retração, ainda mais acentuada que a média. A cidade que mais cortou preços em janeiro foi Goiânia (-1,14%), seguida por Fortaleza (-1,02%) e Vitória (-0,90%).