Nos últimos dois meses, o México aparece como o segundo maior comprador dos artigos brasileiros, atrás da Argentina
Como o comércio exterior de denim em janeiro foi bem fraco, os negócios em fevereiro melhoraram na comparação com o mês anterior. A importação de denim subiu 48,26%, para alcançar US$ 1,58 milhão em fevereiro. A exportação de denim expandiu quase 100% (98,41%) de um mês para o outro, passando para US$ 2,87 milhões. Entre os parceiros comerciais, o México é o destaque, como o segundo maior comprador do denim brasileiro. Fica apenas atrás da Argentina, mostram os dados levantados pelo GBLjeans no sistema de controle do comércio exterior do governo federal.
Se nos dois primeiros meses de 2018, o México comprou meros US$ 10,87 mil em produtos brasileiros, em 2019, entre janeiro e fevereiro, o Brasil exportou US$ 615,83 mil para o mercado mexicano, dos quais US$ 439 mil apenas em fevereiro.
O Paraguai caiu para o terceiro lugar nos dois primeiros meses de 2019. Com compras avaliadas em US$ 578,27 mil, dos quais US$ 470 mil em fevereiro. A Argentina continua como o maior comprador do denim brasileiro, mas, com uma participação sensivelmente menor. Não dá para saber se é reflexo da economia desaquecida ou das medidas anti-dumping tomadas pelo país vizinho no final do ano passado para o setor.
No primeiro bimestre de 2019, foram embarcados para a Argentina US$ 987,7 mil em denim brasileiro. No passado, em igual período, as vendas atingiram US$ 2,97 milhões.
IMPORTAÇÃO CONTINUA RETRAÍDA
Nos caminhos da importação de denim, nada muda. A China permanece como o maior fornecedor, embora também esses negócios tenham sido afetados. Em fevereiro, os chineses venderam ao Brasil US$ 1,18 milhão, contra US$ 2,61 milhões em fevereiro de 2018.
Os dois primeiros meses indicam retração nos negócios. Somando janeiro e fevereiro, o Brasil importou US$ 2,65 milhões em denim, queda de 55% sobre o primeiro bimestre do ano passado, que acumulara US$ 5,89 milhões. Do volume total de importação de denim no período em 2019, US$ 1,71 milhão foram fornecidos pela China, contra US$ 4,87 milhões que as empresas chinesas venderam de denim ao Brasil em 2018 entre janeiro e fevereiro. Do Equador vieram US$ 418,5 mil. Índia, Paquistão, Peru, Itália e Turquia, nessa ordem, completam o restante importado pelo Brasil.
A mesma base de comparação mostra também queda na exportação de denim. Entre janeiro e fevereiro, o Brasil exportou US$ 4,32 milhões. Esse volume representa recuo de 20% sobre os US$ 5,38 milhões no mesmo período do ano anterior.