O Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial registra aumento em vestuário, enquanto têxtil completa um trimestre de estabilidade.
Depois de um início de ano devagar, o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial registra aumento de ritmo em fevereiro na produção de roupas. Em relação ao fraco janeiro, praticamente dobraram os pedidos das empresas para registrar novos códigos de barras. É um sinalizador da intenção de lançamentos e que coincide com a troca de coleção para o outono. Na comparação com fevereiro de 2019, porém, os pedidos caíram 21,68%.
Calculado pela Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil), o índice é baseado na intenção da indústria de lançar produtos no mercado. Esse indicador guarda correlação com a pesquisa de produção física mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sinalizando uma prévia dos índices oficiais.
Pelo indicador da associação o ano começou devagar para a indústria como um todo e, mais ainda para fabricantes de têxteis e roupas. A entidade detectou queda na intenção de lançamentos de produtos, tanto em relação a dezembro, quanto na comparação com janeiro de 2019. Esse indicador guarda correlação com a pesquisa de produção física mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sinalizando uma prévia dos índices oficiais.
Como confirmou a pesquisa mais recente do IBGE, em janeiro o Índice GS1 Brasil revelou queda em roupas. Já a análise da indústria têxtil mostra dados diferentes. Enquanto o IBGE aponta avanço de 0,10% na produção têxtil de janeiro sobre dezembro, os pedidos de registros de código de barras mantiveram o patamar do mês anterior. Em fevereiro, então, o setor completa um trimestre inteiro sem variação mensal. Contudo, a comparação com fevereiro de 2019 demonstra queda de 37,5%, informa a pesquisa do Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial.
O acumulado dos dois primeiros meses de 2020 apontam para retração da atividade industrial. Em vestuários, os pedidos de registros caíram 37%, e em têxtil, as solicitações acumulam queda de 47,4%.