Tirando maio de 2018, por causa da greve dos caminhoneiros, resultado representa pior queda pelo menos dos últimos dois anos.
Agosto foi muito ruim para a produção de roupas no Brasil. A atividade enfrentou queda de 7,4% sobre o mês anterior. É o pior resultado dos últimos dois anos, sem contar maio de 2018, quando teve a greve dos caminhoneiros. Também foi o ramo que mais reteve a fabricação no mês, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse cenário adverso anulou a variação positiva de 0,5% no acumulado do ano até julho, a primeira em muitos meses. Em agosto, o desempenho anual voltou a ficar negativo. Caiu 0,5% em relação aos oito primeiros meses de 2018, conforme a Pesquisa Industrial Mensal (PIM).
Por outro lado, o levantamento mostra que a indústria têxtil esboçou reação em agosto, quando produziu mais 1,3%. É o primeiro aumento em três meses. Mas que não foi suficiente para modificar a curva de retração do ano. E o segmento acumula redução no volume produzido de 2,1% desde janeiro.
Também a indústria brasileira em geral apresentou variação positiva em agosto. Produziu mais 0,8% sobre julho, depois de três meses caindo. O acumulado de janeiro a agosto permanece negativo, registrando menos 1,7%, informa a pesquisa.
COMPARAÇÃO COM AGOSTO DE 2018
A variação continua negativa para a indústria em geral, com queda de 2,3%, quando comparada a agosto de 2018. De acordo com o IBGE, apenas três dos 26 ramos acompanhados pela pesquisa aumentaram a produção nesse confronto. As outras 23 atividades produziram menos. É o caso da produção industrial de têxteis que declinou 2,6%. Nessa comparação, as confecções de roupas produziram menos 0,5% sobre o mesmo mês do ano passado.
Os três segmentos que apresentaram alta de produção no período foram: impressão e reprodução de gravações (9,1%); derivados de petróleo (5%); e produtos alimentícios (1%).