Com os dados de dezembro, pesquisa do IBGE mostra que a queda acumulada não foi tão abrupta em relação a 2015, ano bem difícil para a indústria de modo geral.
A produção industrial brasileira como um todo terminou dezembro em alta de 2,3%, com a maioria dos 24 segmentos analisados registrando crescimento. O de confecções de vestuário foi um deles, com avanço de 10,9% sobre novembro, uma das maiores taxas do país, só perdendo para os 15,2% de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, e maior do ano para o segmento, mostra a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) – de produção física, realizada mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em contraposição, o setor de têxteis ficou entre as oito atividades monitoradas que apresentaram recuo do nível de produção. Caiu 3,4% sobre novembro, que havia sido positivo, assim como para as confecções. Foi a maior queda do ano para o segmento.
SOBRE DEZEMBRO DE 2015
No confronto com igual mês de 2015, dezembro teve altas expressivas. Novamente, as confecções se destacaram com crescimento de 23,4%, o segundo maior entre as atividades da pesquisa. A expansão produtiva da indústria têxtil foi menor: aumentou 12,5%. Esse desempenho destoou do resultado do setor industrial brasileiro como um todo que registrou declínio de 0,1%.
NO ANO
A comparação com 2015, ano bastante difícil para a indústria no Brasil, revela que a produção continuou a cair, mas, em ritmo menor. Em conjunto, as 24 atividades da pesquisa da IBGE acumularam recuo de 6,6%. Têxteis e vestuário ficaram abaixo dessa média, em ano de muito sobe-e-desce no nível da produção industrial, para ambos os segmentos. Conforme a pesquisa, na área de produtos têxteis o declínio acumulou 4,5% em 2016 sobre o ano anterior; e na área de roupas, a redução ficou em 5,8%.
É uma situação diferente da encontrada em 2015, quando a indústria como um todo, sofreu queda de 8,3% em relação a 2014. Mas, naquele ano, os setores têxtil e de roupas enfrentaram desaceleração bem acima dessa média. O têxtil foi o que mais caiu naquela ocasião, com redução de 14,8% e a de vestuário, com retração de 10,8%.