Em maio, sob o impacto dos aumentos têxteis, marcas impõem reajuste de preço nas vendas aos lojistas.
Como no ano passado, maio interrompeu a escalada de preços têxteis determinada pela indústria nos últimos quatro meses, entre fevereiro e abril. Os preços de itens têxteis recuaram 0,62% praticamente zerando o aumento de abril, de acordo com o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação mensal do IPP (Índice de Preços ao Produtor), que acompanha o custo de venda isento de impostos, tarifas e fretes. A pesquisa demonstra que o tecido de algodão mais barato ajudou a derrubar o índice do mês, no qual os fios de algodão encareceram em relação a abril.
Já o segmento de vestuário e acessórios mudou de rota e ficou 0,26% mais caro no atacado em maio sobre abril, com reflexos nos preços de varejo, como mostra a alta de inflação no mês. Os principais reajustes foram aplicados pelas confecções e marcas que comercializam peças produzidas em malha, como camisetas, além de meias e meia-calça feminina, diz o IBGE.
O IPP geral avançou 0,12%, anulando o recuo observado em abril, com 16 das 24 atividades da indústria de transformação e extrativista reajustando para cima os preços ao produtor.
SOBRE MAIO DE 2016
A indústria como um todo vem incorporando o custo da inflação em seus produtos. A média geral foi de avanço de 2,26% sobre maio de 2016. Os fabricantes de itens têxteis reajustaram em patamar um pouco abaixo, com aumento médio de 2,03%, informa a pesquisa do IBGE. Vestuário está entre os poucos produtos industriais a registrar queda de preços na comparação entre os mesmos meses. O confronto com maio de 2016 revela queda de 1,61% em maio de 2017.