Ainda que as confecções tenham reduzido a energia dos reajustes, o segmento é o que acumula a maior alta do trimestre.
De modo geral, os aumentos praticados pela indústria brasileira entre empresas perdeu a força desde novembro passado, período em que reduziu os preços, apenas exibindo uma variação para cima em janeiro. Em março, a queda foi de 1,21%, a mais intensa dos últimos dois anos. Os setores têxtil e de vestuário tomaram o caminho contrário. Os reajustes de janeiro e fevereiro das confecções foram os mais altos registrados pela indústria, mas, perderam o vigor em março, com alta de 0,35%, a menor entre as oito atividades que subiram os preços no mês.
Já a escalada de aumentos dos fabricantes de produtos têxteis é constante desde janeiro de 2015 e deu um salto em março, com aumento de 1,01%, mostra a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPP (Índice de Preços ao Produtor), cujos resultados de março foram divulgados na manhã dessa sexta-feira, 29 de abril.
No acumulado do primeiro trimestre, a pesquisa mostra que a indústria do vestuário é a que concentra a maior alta entre todas as atividades. De janeiro a março, aumentou os preços em 5,14%. O avanço de preço no setor têxtil acumula aumento de 2,09%. No mesmo período, a indústria geral registra queda de preços ao produtor de 1,17%, afetada pela redução de 9,23% apresentada pela indústria extrativista, revela o levantamento do IBGE.
Em relação a março de 2015, apenas os setores de produtos de madeira e metal, além da indústria metalúrgica, registram queda nos preços do atacado. Todas as demais atividades reajustaram os preços para cima, com elevação média de 5,25% para a indústria como um todo. O confronto entre o mesmo mês expõe aumento de 3,56% nas confecções e de 11,65% na indústria têxtil.