Foi a atividade do comércio que mais sofreu com as restrições de funcionamento, caindo no mesmo patamar registrado em março de 2020.

O aumento das vendas de roupas, calçados e tecidos em fevereiro foi pontual. E voltou a cair. Na verdade, o varejo de moda despenca em março. Registrou recuo semelhante ao patamar enfrentado em março de 2020, no início da pandemia de covid-19 no Brasil. Em março de 2021, a queda em volume de vendas foi de
41,5%, assinala a Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em março de 2020, o índice bateu 42,3%.Naquele momento, como agora, as lojas de moda foram as que mais sofreram com as restrições de funcionamento, impostas pelas cidades para conter o avanço do contágio por covid-19. Mas, diferentemente de março do ano passado, em 2021 a receita nominal caiu bem menos. Diminuiu 9,4% sobre fevereiro, diz a pesquisa do IBGE.
O comércio como um todo também apresentou variação negativa de 0,6% em volume de vendas no mês. Contudo, teve variação positiva de receita nominal. Pequena, de 0,10% em relação a fevereiro.
ACUMULADO NEGATIVO NO ANO
O resultado adverso de março aprofundou o acumulado negativo já enfrentado pelas lojas de roupas, calçados e tecidos. De janeiro a março, o varejo de moda despenca 18,20% em volume, quando comparado a igual período do ano passado. Já a receita nominal encolheu 18%.
Completa, assim, 13 meses consecutivos de taxa acumulada negativa.
No primeiro trimestre, o recuo continua generalizado entre os 12 estados que são destaque na pesquisa do IBGE. Apenas dois deles mostram reação das vendas. O Espírito Santo onde o varejo de moda teve alta de 16,7% no volume de vendas e Santa Catarina com crescimento de 8,4%.
Já São Paulo encerra o trimestre assinalando a maior queda do segmento: -29,3%, em volume, e 28,9% em receita.
Conforme o IBGE, o comércio nacional acumula queda de 0,6% no trimestre em volume, com aumento de receita de 9,5%, ainda refletindo o avanço da inflação.