Redução equivale a quase 90% do comércio de moda que deixou de operar entre 2014 e 2019.

Em cinco anos, o comércio de moda brasileiro teve uma baixa considerável. Mas foi o vestuário o segmento que mais sofreu. De 2014 a 2019, o varejo de roupas fecha praticamente 70 mil lojas, das quase
80 mil operações de moda encerradas no período.Os dados constam da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), cuja edição de 2019 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou ontem, 29 de julho.
Até dezembro de 2019, o varejo de roupas mantinha 141.464 lojas, que empregavam então 777.868 pessoas. O atacado de roupas operava com 5.519 lojas onde trabalhavam 38.963 profissionais.
É o segmento de maior representação na moda. O comércio que engloba roupas, tecidos, calçados e acessórios encerrou 2019 com 201.524 lojas de varejo e outras 9.384 de atacado.
Em 2019, esse conjunto de lojas empregava 1.222.692 pessoas. Do total, 1.146.742 estavam empregados no varejo e o restante no atacado, conforme a pesquisa do IBGE.
A REDUÇÃO
Em 2014, o varejo de roupas tinha 210.752 lojas, ou seja, 69.288 a mais do que as empresas comerciais em operação em 2019.
Já o varejo de moda contava com 280.707 empresas em 2014, que equivale a 79.183 a mais que o total de 2019.
RECEITA AUMENTOU
No período de cinco anos, o varejo de roupas fecha quase 70 mil lojas no Brasil, enquanto aumenta a receita total das empresas do setor.
Em 2019, o IBGE estima a receita total em R$163 bilhões para o varejo de moda, dos quais R$115 bilhões movimentados pelo varejo de roupas.
A receita do atacado de moda registrou R$34 bilhões, enquanto pelo atacado de roupas passaram R$12,4 bilhões. É quase o mesmo valor assinalado pelo segmento de atacadistas de tecidos e itens de armarinhos, com receita de R$12,8 bilhões.
NAVEGUE PELOS DADOS
Os gráficos mostram mais detalhes sobre o desempenho do comércio de moda e roupas em cinco anos.