É praticamente o triplo do que essa marca goiana criada em 2015 movimentou em 2019.

Nascida como uma multimarcas, a TXC estreou como marca em 2015. A alta do dólar encorajou o empresário Rubens Moreira Inácio a planejar uma linha inspirada no estilo de grandes marcas americanas. As 600 peças iniciais foram vendidas em uma semana e mostraram que ele estava na direção certa. Em 2021, a TXC prevê faturar R$100 milhões.
O valor é praticamente o dobro do que a marca faturou em 2020. E só não cresceu mais porque a
pandemia limitou a capacidade de produção da empresa, toda feita por PLs, contou Rubens com exclusividade ao GBLjeans.“A gente cresceu muito rápido. O número mais assustador foi em 2019 quando a gente cresceu mil por cento. Foi um negócio louco”, constata o empresário. Naquele ano, o faturamento passou de R$300 mil para R$3 milhões por mês, com mil multimarcas.
Foi quando a empresa decidiu rever algumas estratégias. “A gente começou a despulverizar em 2020”, comenta Rubens. Cortou 300 pontos multimarcas de modo a ajustar o canal ao perfil da marca. E mesmo na pandemia manteve o ritmo de crescimento.
Rubens atribui o desempenho recorde ao fato de que a pandemia chegou com a empresa estocada. Na retomada, a TXC tinha produto para entregar e ampliou presença em multimarcas que trabalham com marcas que atuam por coleção e estavam desabastecidas. Ou porque as marcas não tinham produto para entregar ou as multimarcas haviam cancelado pedidos.
Derivação de Têxtil Extra Company, a TXC é uma marca de amplo espectro para vestir a família em estilo transversal, com grade começando pelo tamanho 2. O público-alvo são clientes que orbitam a esfera do agronegócio.
R$10 MILHÕES EM NOVA SEDE
Entre os diversos projetos da empresa para 2022 está a inauguração da nova sede, planejada para janeiro. “É um hub novo de 4 mil metros quadrados, em ambiente aberto”, conta Rubens. O prédio em reforma tem projeto que integra em espaço paralelo o centro de distribuição, as áreas administrativa e comercial, além do showroom.
Vai reunir os funcionários que hoje estão divididos em dois andares de um prédio e mais dois galpões. Hoje, a empresa conta com 120 funcionários diretos.
A nova sede consumirá R$10 milhões de investimento, desde a compra do prédio em região nobre da cidade de Goiânia até a inauguração. Rubens comenta que no prédio funcionava uma fábrica de temperos.
AUMENTO COM JEANS
Para 2022, a marca também investe para ampliar o mix de jeans que incluiu no portfólio desde 2017. A expectativa é que a venda de jeans sozinha contribua para aumento de 30% das vendas, afirma Rubens. Atualmente, o jeans da TXC passa a ser produzido por PL do Espírito Santo.
No varejo, o preço da calça jeans da marca varia de R$179 até R$399.
De modo geral, não apenas com jeans, a venda da empresa alcançou 80 mil peças por mês e a mesma quantidade é mantida em estoque.
EXPANSÃO NO VAREJO
Além do canal de atacado, atendido por uma equipe interna de vendas, a TXC vem construindo uma rede de varejo. Em 2019 abriu a primeira loja em Goiânia. Até setembro eram 21 lojas com perspectiva de inaugurar mais cinco até o final de dezembro.
Para o ano que vem, planeja a abertura de mais 12 pontos, seguindo a estratégia de seguir o circuito agro. A próxima unidade será em Marabá (PA). Mas tem mapeadas unidades em cidades como São José do Rio Preto, Araçatuba e Ourinhos, no interior paulista; Cuiabá, Sinop e Rondonópolis, no Mato Grosso, entre outras.
Todas as lojas de varejo operam no modelo de licenciamento. Até a loja própria de Goiânia foi repassada para um parceiro comercial no ano passado, ressalta Rubens.
Conta ainda com ecommerce próprio.
INTERNACIONALIZAÇÃO
A ambição de atuar fora do Brasil foi adiada e caminha mais lentamente do que o planejado em função do gargalo enfrentado na produção. Como primeiro passo, abriu loja dentro da Amazon para experimentar a venda internacional.
Também está em tratativas com um distribuidor dos Estados Unidos. A intenção é começar pelo Texas, diz o empresário.
LANÇAMENTO DE COLEÇÕES
Outro projeto em curso envolve o modelo de coleção, em paralelo à pronta entrega. A primeira coleção está em desenvolvimento e será comercializada por um grande escritório mineiro de representação comercial.
Para atendimento do atacado, a TXC mantém ainda desde o ano passado loja de pronta entrega no bairro paulistano do Bom Retiro. São dois andares. No térreo fica a loja e o segundo andar funciona como um mini CD.