O andamento da pandemia determinará o ritmo e a quantidade de lojas a serem abertas em 2021, diz a varejista de moda.

A C&A prevê retomar seu plano de expansão com a perspectiva de abrir
20 novas lojas em 2021, sobretudo em shoppings maduros. Mas será o andamento da pandemia no país que determinará o ritmo e a quantidade de lojas a serem inauguradas, reconheceu Paulo Correa, CEO da varejista, ao falar com investidores em teleconferência de resultados. Ele mencionou como exemplo o adiamento da abertura de uma loja em março porque a cidade que receberia o novo ponto determinou restrições de funcionamento ao comércio.Na terceira semana de março, 60% das lojas da companhia estavam fechadas, seguindo as normas para conter a pandemia por covid-19. A C&A terminou 2020 com 295 lojas em operação. Dessas, seis foram inauguradas no quarto trimestre, metade no formato de ministore. Fechou duas, ficando com oito a mais do que tinha em 2019.
Conforme a varejista, o último trimestre do ano começou bem, com a gradual melhoria de vendas, reabertura de lojas físicas, ampliação no horário de funcionamento do comércio e a volta da operação dos provadores. Contudo, em dezembro, o agravamento da pandemia trouxe junto as restrições e a insegurança sanitária e econômica que fez o consumidor se recolher.
C&A PREVÊ MAIS SORTERS
A despeito do impacto de dezembro, a C&A registrou receita líquida de R$1,74 bilhão no quarto trimestre, 0,3% a mais que em 2019. O lucro líquido do período anotou R$109,3 milhões.
A reação não foi suficiente para reverter a queda no ano. Em 2020, a receita líquida da companhia atingiu R$4,08 bilhões, que corresponde a redução de 22,7% sobre o faturamento de 2019. Desse total, vestuário contribuiu com R$3,12 bilhões e a categoria chamada internamente de fashiontronics com outros R$801,8 milhões.
As vendas digitais somaram R$509,1 milhões, em receita bruta, destaca o balanço financeiro anual.
Pelo menos neste início de ano, a C&A prevê manter os planos de investimento para 2021. Entre os quais a compra de mais dois sorters, equipamentos para separação automática de produtos individualizados. O primeiro foi instalado para manusear peças de jeans.
O segundo iniciará a operação no próximo trimestre e o terceiro será instalado no segundo semestre. “Com os três sorters operacionais até o fim de 2021, faremos a distribuição por skus (stock keeping units), ou seja, por produto e não mais por pacote, da maior parte de nosso estoque, passo importante na alavanca de modernização do supply buscando o modelo de operação push and pull”, explica o relatório que acompanha os resultados do ano.