Fabricante revisa mix de produtos, controla custos e reduz capital de giro, ajudando a reduzir o nível de endividamento

Uma combinação de revisão do mix de produtos, controle de custos e redução do capital de giro ajudou a Vicunha Têxtil a voltar ao lucro no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, a fabricante de denim e brim acumulou lucro líquido de R$18,8 milhões, revertendo o prejuízo de R$33,9 milhões apurado no mesmo período do ano passado.
Conforme a companhia, a despeito da recuperação dos ganhos, a receita líquida recuou cerca de 18% na comparação com o mesmo período de 2025. Registrou R$1,043 bilhão.
“Nossa virada não ocorreu por acaso. Trabalhamos sob a tríade de foco estratégico, disciplina de execução e engajamento da equipe. Realinhamos o mix de produtos, reorganizamos processos, aplicamos um rigoroso controle financeiro e reorientamos nossas equipes, identificando as prioridades e disponibilizando recursos para que todos fossem protagonistas desta transformação”, declarou Marco Antônio Branquinho Junior, CEO da Vicunha Têxtil, por comunicado de imprensa.
MAIS CAIXA
A redução da necessidade de capital de giro foi outro componente da estratégia. A companhia trabalhou para adequar estoques e processos à nova composição da operação, liberando recursos antes comprometidos. Com essa medida, a dívida líquida caiu de R$770 milhões no fim de 2025 para R$ 720 milhões em junho de 2026.
De acordo com a empresa, a desalavancagem ganhou novo impulso ao amortizar R$220 milhões do endividamento bruto, equivalente a 18% do total. Operação quitou integralmente uma parcela do cronograma de amortizações de seu CRA.
O impacto do resultado financeiro sobre o caixa também diminuiu. Conforme a companhia, foram R$52 milhões consumidos no primeiro semestre de 2026, contra R$180 milhões em todo o ano de 2025.
Paralelamente, a margem bruta da Vicunha Têxtil subiu de 17% no encerramento de 2025 para 19% no primeiro semestre de 2026. Para a empresa, o aumento de margem demonstra “resiliência do portfólio de produtos e o poder de precificação da marca, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador”.
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