Retomada da marca de 80 anos, que fez muito sucesso no Brasil, integra plano de expansão de atuação do grupo catarinense

A Sulfabril volta ao mercado brasileiro sob o comando do Grupo Lunelli, que adquiriu a marca em 2021 por R$1,2 milhão. Para esse relançamento, a companhia catarinense absorveu a produção da marca dentro da estrutura industrial existente. Conforme a empresa, o modelo de operação abrange duas frentes de negócios. Sob a marca Sulfabril fornecerá malhas e tecidos em rolo para confecções, distribuidores e empresas de private label que trabalham com volumes maiores de produção.

Outra frente comercial responderá pela comercialização de peças confeccionadas com a marca Sulfabril para lojistas, magazines, lojas de departamento e outros canais de revenda, explicou Viviane Cecília Lunelli, presidente do grupo, em resposta por e-mail ao GBLjeans. Em peças prontas, atuará no que ela chama de categoria de “produtos essenciais”.
“Entre as plataformas das marcas da Lunelli entendemos que existia um espaço que não estávamos atuando e que poderia ser compreendido dentro de nossa estratégia. Investimos substancialmente, nos últimos anos, ampliando a capacidade fabril e entendemos que este é o momento adequado para relançar a Sulfabril”, afirmou Viviane Cecília.
De acordo com a executiva, nos últimos 7 anos, a Lunelli investiu cerca de R$450 milhões em estrutura fabril, equipamentos e tecnologias. Com isso, fortaleceu a capacidade industrial, “criando uma base para atender às demandas de diferentes mercados e segmentos”, completa.
Segundo a Lunelli, a operação não terá como objetivo abastecer as demais marcas da companhia. Atualmente, conta com 8 marcas, além da Sulfabril: Lunelli Malhas e Tecidos, Lez a Lez, Lunender, Hangar 33, Alakazoo, Fico, Graphene e Vila Flor.
Com 45 anos de atuação, a Lunelli registrou faturamento de R$1,5 bilhão em 2025. A companhia não divulga projeções de receita para 2026, afirma a presidente do grupo.
TRAJETÓRIA DA MARCA
Fundada por Paulo Fritzsche em 1947, em Blumenau, polo têxtil de Santa Catarina, a Sulfabril conheceu o auge entre as décadas de 1970 e 1980. Entretanto, a partir de 1990 uma combinação de fatores, como alto endividamento, problemas de sucessão e mudança de controle acionário, agravados pela abertura de mercado decidida pelo presidente eleito Fernando Collor, levou à derrocada da empresa. Em 1999, a Sulfabril pediu falência em um longo processo, de forma que só saiu definitivamente do mercado em 2014.
A Lunelli arrematou em 2021 os direitos da marca em leilão judicial, realizado como parte do processo de liquidação da massa falida da Sulfabril para quitar as dívidas.
Antes disso, em 2018, outra empresa catarinense, a Tex Cotton, arrematou a fábrica principal da Sulfabril, e sede da empresa, localizada em Blumenau.
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