Do total de 83 milhões de toneladas da fibra, o poliéster de origem fóssil cresce 7% em 2025 e mantém a liderança absoluta

Mais da metade das fibras têxteis produzidas no mundo em 2025 veio de poliéster virgem de origem fóssil. O material respondeu por 52,4% da produção global, de acordo com o Materials Market Report 2026, da Textile Exchange. Essa participação equivale a 72,6 milhões de toneladas, alta de 7% sobre 2024. Conforme o novo relatório, o avanço ocorreu em um mercado que também cresceu. A produção mundial de fibras chegou a 139 milhões de toneladas em 2025, batendo novo recorde para o setor.
Conforme o relatório, a produção de poliéster, considerando tanto a fibra virgem quanto reciclada e biobased, respondeu por 59% do mercado total, com 82,5 milhões de toneladas em 2025. Esse volume representa 4,8 milhões de toneladas adicionais sobre 2024.
A indústria produziu mais poliéster, mas a parcela proveniente de material reciclado não ganhou espaço. O poliéster reciclado permaneceu em 12% do mercado com a produção de 9,7 milhões de toneladas.
ALGODÃO E OUTRAS FIBRAS
O algodão continua como a segunda fibra mais produzida no mundo. Em 2025, foram 25,7 milhões de toneladas, contra 25,4 milhões em 2024. Contudo, a participação permaneceu em aproximadamente 18% da produção global.
Entre os materiais que aumentaram participação na produção estão as fibras celulósicas artificiais (MMCFs), grupo que inclui materiais como viscose e liocel, mostra o levantamento de 2026 da Textile Exchange.
A produção passou de 8,4 milhões de toneladas em 2024 para 9,1 milhões em 2025. Com isso, as fibras celulósicas manufaturadas elevaram sua participação de aproximadamente 6% para 7% do mercado global.
O crescimento ainda é pequeno diante da escala do poliéster, mas representa uma das principais alterações na composição do mercado entre 2024 e 2025.
Para o náilon, a participação estimada é de 5%, enquanto as fibras de origem animal seguem marginais, com apenas 1% do mercado.
Apesar do crescimento do volume total, o avanço da circularidade continua tímido. Apenas 7,6% das fibras globais são recicladas. E o modelo têxtil-para-têxtil permanece praticamente estagnado, ressalta o relatório.





