Fabricante de denim amplia exportações e avalia novos negócios, enquanto custo de capital freia planos de investimento

Após quase uma década de transformação, a Capricórnio Têxtil concluiu um ciclo de modernização industrial e expansão que coloca a empresa hoje como a segunda maior fornecedora de denim do mercado brasileiro, atrás apenas da Vicunha Têxtil, afirmou ao GBLjeans, João Bordignon, diretor de marketing e novos negócios da companhia. Conforme o executivo, a empresa estima deter 18% de participação de mercado, com produção anual em torno de 60 milhões de metros de tecido.
Com a modernização industrial completa, portfólio renovado, caixa robusto e sem dívida, a Capricórnio Têxtil prefere cautela ao planejar o novo ciclo. Sem resposta definida, afirma o diretor. Ele conta que a companhia contratou uma consultoria para elaborar o planejamento de longo prazo, com a intenção de concluir o trabalho até o fim do ano. Para essa análise, a proposta é olhar para a empresa não apenas como uma fabricante de tecidos, mas como uma possível plataforma de negócios.
Na mesa, alternativas que vão de novas linhas de produtos e serviços à estreia em outros segmentos da moda; aquisições; e sem descartar a possibilidade de uma fábrica fora do Brasil. “O ciclo de modernização está concluído. Agora, nossa próxima fronteira de crescimento está fora da estrutura atual”, afirmou o diretor no estande da empresa que, pela primeira vez, participou da Febratex, feira têxtil realizada a semana passada em Blumenau.
MERCADO EXTERNO
Bordignon também aponta que nos últimos dois anos, a Capricórnio Têxtil avançou no mercado externo. Exportações que representavam 2% do faturamento alcançaram 7% em 2026, com vendas para Paraguai, Argentina e Colômbia. A meta é atingir 10% em 2027.
Contudo, a presença internacional não segue modelo único. Na Colômbia, montou uma equipe local, enquanto na Argentina trabalha com distribuidor e no Paraguai atua com representante. “A decisão de exportar é estratégica e envolve também aprendizado sobre novos mercados, mesmo quando a rentabilidade não é exatamente igual à obtida no Brasil”, afirma o diretor.
LANÇAMENTOS EM SETEMBRO
A Capricórnio têxtil prevê o lançamento de seis ou sete bases, em setembro em São Paulo, em evento na Denim City. Serão duas novas cores de tingimento e três bases novas de denim. Sem lançamentos para a sarja, que continua com produção terceirizada.
“Na sarja, chegamos no volume do contrato da terceirização”, explica. O volume atual de sarja ronda 700 mil metros mês, diante de uma produção de aproximadamente 5,5 milhões de metros de denim.





