Já o consumo no varejo segue em baixa pelo segundo mês, mesmo com a inflação das roupas entrando no campo negativo

A entrada do segundo semestre revelou divergência na cadeia têxtil e de vestuário. Em julho, atividade industrial apresentou leve reação após a queda de junho. Já as vendas do comércio varejista voltaram a cair, pelo segundo mês consecutivo. Na ponta do consumo, os preços das roupas registraram queda, com a inflação do segmento entrando em terreno deflacionário em julho. Na indústria, os preços de porta de fábrica subiram para têxteis. Contudo, caíram para roupas.
ATIVIDADE INDUSTRIAL
Assim como a indústria geral, o setor têxtil produziu 0,20% a mais em julho, desempenho insuficiente para neutralizar a forte baixa registrada nos dois meses anteriores, (-2,60%, em junho, e -4,30%, em maio).
O destaque da indústria em julho ficou por conta das confecções de vestuário, cuja produção avançou 2,60% no mês. Também esse aumento não foi suficiente para compensar o forte recuo de 6,70% em junho, em dado revisado pelo IBGE.
Mesmo com a taxa positiva de julho, os dois setores operam com produção em queda. Até julho, a indústria têxtil acumula baixa de praticamente 4% na comparação com os mesmos 7 meses de 2025.
No vestuário, a redução é ainda mais intensa na mesma comparação. As confecções cortaram 6,80% da produção entre janeiro e julho.
CONSUMO NA PONTA
Após o desempenho negativo de junho (-2,60% no volume e -4,70% na receita), o varejo de moda voltou a recuar em julho. O volume de vendas das lojas de vestuário, tecidos e calçados caiu 2,70% em julho, ante queda de 0,80% do comércio geral. A receita nominal do segmento aprofundou a queda de julho, com retração de 1,80%.
Dessa forma, no acumulado do ano, a queda do volume de vendas no varejo piora, caindo 0,90% até julho. Em contrapartida, a receita segue com alta acumulada, que registra avanço de 2,50% até julho, quando comparada ao mesmo período de 2025.
PREÇOS DA INDÚSTRIA E INFLAÇÃO
Nos preços, os movimentos entre a indústria e o varejo também oscilaram em julho. Teve recuo na ponta do consumo e acomodação nos preços industriais.
Pelo quarto mês seguido, a indústria têxtil aplicou aumento nos preços de porta de fábrica. Subiram 0,45% em julho. Dessa forma, os artigos têxteis acumulam aumento de preços industriais de 2,18% até julho, sobre os mesmos 7 meses do ano passado.
Com corte de 0,38% nos preços industriais em julho, as confecções de vestuário interromperam uma sequência de 5 meses de alta em 2026. Assim, registram aumento acumulado de 2,81% em 7 meses.
Se a inflação brasileira de julho ficou praticamente estável em relação a junho, apresentando leve alta de 0,07%, a inflação de roupas recuou 0,93% no mês. Dessa forma, entrando no campo negativo no acumulado do ano. É o único segmento de moda a registrar deflação, com os preços recuando 0,34%, quando comparados ao que era praticado pelo varejo em 2025.
EXPLORE
Em Indicadores de Moda, o GBL | Monitor organiza os principais indicadores da cadeia têxtil, de vestuário e de calçados, combinando as bases oficiais publicadas mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). São dados de Produção Industrial Mensal (PIM), Índice de Preços ao Produtor (IPP), Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
Dá, ainda, para acessar as séries consolidadas de 2024 e 2025, permitindo comparações históricas e análise de tendência.
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foto: gerada por IA





