Segmento caiu para a 6ª posição no ranking de prejuízos, mas logística de moda sofre com cargas fracionadas e última milha

O prejuízo provocado por roubo de cargas têxteis recuou para 2% no primeiro semestre de 2026, mostra o Mapa do Risco da Nstech. Conforme a nova edição, o resultado muda o cenário observado no primeiro trimestre, quando o segmento ocupava a quarta posição entre as cargas mais atacadas.
No acumulado até junho, as cargas têxteis passaram para a sexta posição entre os segmentos monitorados pela Nstech em relação à evolução dos prejuízos. A retração indica melhora em relação ao início do ano. Contudo, a logística da moda utiliza carga fracionada e mobiliza entregas em trechos urbanos, a chama última milha, dois segmentos muito visados pelo crime.
Roupas, tecidos, calçados e acessórios não circulam necessariamente em grandes lotes destinados a um único cliente. A cadeia de moda trabalha com ampla variedade de produtos, tamanhos, cores e coleções, o que favorece operações de transporte com cargas menores destinadas a diferentes pontos de entrega. Em vez de um veículo transportar uma carga completa de um único embarcador para um único destino, diferentes mercadorias compartilham o mesmo veículo ou operação logística.
O relatório Nstech aponta a carga fracionada como líder absoluta entre os segmentos mais afetados pelo impacto financeiro do roubo de cargas no país, representando 36,6% do total no primeiro semestre de 2026.
Depois de percorrer grandes corredores rodoviários, as mercadorias entram em áreas urbanas, onde os veículos fazem múltiplas paradas, ficando mais expostos na etapa de entrega. No primeiro trimestre, os trechos urbanos registraram avanço na participação dos prejuízos com roubo de cargas, de 18,9% para 38,5%. No acumulado do primeiro semestre, os trechos urbanos responderam por 39,6% dos prejuízos, segundo o novo levantamento da Nstech.
ÁREAS DE RISCO
Rio de Janeiro continua como o estado mais vulnerável ao roubo de cargas, com 36,6% das perdas totais registradas no primeiro semestre de 2026. O volume representa mais que o dobro de 16,1% registrado no primeiro semestre de 2025 . São Paulo aparece em seguida com 30,9% das perdas de janeiro a junho.
As rodovias BR-101, que atravessa o Brasil desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, e a BR-116, que sai do Ceará até o extremo do Rio Grande do Sul, são as rotas mais perigosas. Entre janeiro e junho de 2025, o prejuízo na BR-101 era de 10,8%, subindo para 17,1% no mesmo período de 2026. A BR-116 é a segunda mais perigosa com participação estimada em 8,2% no primeiro semestre de 2026.
Antes período menos crítico para roubos, a madrugada saltou para a liderança absoluta em 2026 com 32,9% do prejuízo no primeiro semestre.
O Mapa do Risco da Nstech mapeia 15 segmentos, além do têxtil. Inclui Cargas Fracionadas, Produtos Alimentícios, Medicamentos, Cigarros, Produtos de Higiene e Limpeza, Siderúrgico, Brinquedos, Aparelhos Eletrônicos, Veículos e Peças, Insumos Químicos, Papel e Celulose, Eletrodomésticos, Pneus, Defensivos Agrícolas e Bebidas.





