Com IA para conformidade legal, fashiontech prioriza marcas europeias e fornecedores asiáticos, e avalia novos setores

A Etiqueta Certa reformulou integralmente sua plataforma digital de maneira que passa a suportar a complexidade regulatória do mercado global de moda. Mais do que uma atualização de sistema, a fashiontech Etiqueta Certa reestruturou a arquitetura de dados e incorporou inteligência artificial para automatizar a conformidade com as leis de etiquetagem de 30 países, direcionando a nova fase da operação para marcas europeias e fornecedores asiáticos. Também avalia ampliar a solução de conformidade para novos segmentos da indústria, como calçados, brinquedos e itens de decoração.
O relançamento da plataforma foi anunciado na Febratex 2026, feira de negócios realizada em Blumenau (SC) de 18 a 21 de agosto. Karine Liotino, uma das fundadoras e CEO da Etiqueta Certa, explica que a companhia vai desativar a plataforma antiga ao longo dos próximos 6 meses, migrando a base de clientes atual para o novo ambiente. Já os novos clientes entram direto na nova plataforma, resultado de 3 anos de desenvolvimento.
“Agora a gente vai se posicionar como uma empresa global que pode atender marca e confecção em qualquer lugar do mundo”, afirma. Na plataforma antiga, a Etiqueta Certa operava em conformidade com legislação de etiquetagem de vestuário do Brasil, além de Mercosul e dos Estados Unidos.
Com a arquitetura atual, a empresa supera a limitação técnica anterior, podendo configurar de maneira mais rápida as regras de diferentes países e para diferentes categorias de produtos. Conforme a empresária, a estratégia é atender marcas e confecções independentemente de o produto passar ou não pelo mercado brasileiro. Inicialmente, a empresa priorizará marcas europeias e fornecedores asiáticos que produzem para grandes varejistas.
MAIS RECURSOS
No novo ambiente, a inteligência artificial proprietária desenvolvida internamente pela empresa funciona como uma espécie de assistente especializado. O usuário pode fazer perguntas na própria língua sobre legislação, regras de etiquetagem ou utilização do software. E receberá respostas baseadas na base de conhecimento regulatório da companhia, antes de iniciar a geração da etiqueta.
Em outro recurso, para fabricantes que não sabem, no momento da produção, para quais países cada peça será destinada, o sistema permite a criação da chamada “etiqueta global”, apelidada de livreto, com informações em diferentes idiomas e em conformidade com múltiplas legislações.
Além do vestuário, a plataforma atual permitirá que a Etiqueta Certa estenda a solução de conformidade com legislações de etiquetagem para segmentos como calçados, brinquedos, itens de decoração e acessórios. Karine explica que companhia já conta clientes com produtos fora do vestuário e pretende ampliar a oferta à medida que avança comercialmente sobre novos mercados.
Outro avanço está na integração com sistemas de gestão, fornecedores e informações como EAN e SKU, conforme Karine.
A empresa estima que a plataforma gerou cerca de 500 mil modelos de etiquetas para 1,5 mil marcas e confecções. Tem clientes como Renner, C&A, Hering, Insider.
O modelo comercial continua na modalidade SaaS (software como serviço), com preço associado, entre outros fatores, ao volume de etiquetas gerado e à quantidade de legislações utilizadas. O tíquete médio atual gira em torno de R$1 mil por mês.





