Novo pico na compra do tecido chega a 54% no mês; e importação de roupas mantém patamar em US$230 milhões

A balança comercial têxtil brasileira registrou nova degradação em agosto de 2026, com o déficit mensal aumentando 34% na comparação com julho, para chegar a US$358,3 milhões. O resultado de agosto foi afetado por um novo pico na importação de denim, que voltou a acelerar, somado à estabilidade das compras de vestuário em patamares elevados e ao recuo de 30% nos embarques de algodão.
No denim, as importações do tecido alcançaram US$778,4 mil em agosto, que corresponde a salto de 53,8% sobre o mês anterior. E de quase 10 vezes mais sobre os tímidos US$78,7 mil registrados em agosto de 2025.
Do lado da exportação, o denim nacional manteve trajetória de queda, somando US$2,56 milhões no mês, queda de 29,1% frente a julho.
Paralelamente, a importação de roupas manteve forte representatividade sobre a pauta do setor. Em agosto, as aquisições externas de vestuário somaram US$228,7 milhões. Valor corresponde a 36,9% de todas as importações têxteis do país em agosto que somaram US$619,8 milhões.
A exportação do setor gerou US$261,5 milhões em agosto, recuo de 24% sobre julho. Sofreu o impacto da menor receita com a fibra de algodão, que teve baixa de 32%.
Por us vez, as exportação de vestuário registrou reação de 18,5% no mês, somando US$18,9 milhões.
ACUMULADO DO ANO ATÉ AGOSTO
A combinação entre a disparada do denim e a constância do vestuário importado aprofundou a pressão sobre o saldo anual do setor. De janeiro a agosto de 2026, o déficit total da balança comercial têxtil alcançou US$1,12 bilhão.
No mercado de denim, o acumulado dos primeiros oito meses do ano mostra queda de 13,9% nas exportações, que alcançaram US$ 28,07 milhões. Já as importações do tecido dispararam 777,3%, saltando de US$514 mil entre janeiro e agosto de 2025 para US$4,50 milhões em 2026.
A importação de roupas acumula alta de 29,4% no ano, somando US$1,98 bilhão, que equivalem a 39,8% de toda a pauta importada do setor têxtil no período. Os embarques brasileiros de roupas acumulam US$136,5 milhões em 8 meses, aumento de 7,4% na comparação com igual período de 2025.
Por sua vez, a exportação de algodão sustenta US$3,23 bilhões dos US$3,87 bilhões vendidos pelo Brasil de janeiro a agosto.
→ Exportações têxteis: US$ 3.870.900.322 (Em 2025: US$ 3.452.003.226)
→ Importações têxteis: US$ 4.993.816.810 (Em 2025: US$ 4.484.453.684)
→ Exportação Algodão: US$ 3.236.998.363 (Em 2025: US$ 2.813.399.614)
→ Importação Algodão: US$ 3.610.460 (Em 2025: US$ 4.094.174)
→ Exportação Roupas: US$ 136.516.080 (Em 2025: US$ 127.104.484)
→ Importação Roupas: US$ 1.989.659.500 (Em 2025: US$ 1.537.284.604)
Para detalhes sobre os valores de agosto consulte a tabela interativa abaixo, que abrange a variações mensais de cada segmento da cadeia têxtil.
NAVEGUE PELO PAINEL
Acompanhe o monitoramento contínuo dos fluxos de comércio exterior da cadeia têxtil e de confecção brasileira. O painel interativo abaixo consolida dados mensais que costumam ficar dispersos nas plataformas oficiais de comércio exterior. A plataforma utiliza como base os dados oficiais do Comex Stat (MDIC), cobrindo desde a exportação de fibras e matérias-primas até a importação de vestuário.
Consulte também a base histórica que abrange a Balança Comercial 2024 e a Balança Comercial 2025.
Os dados são mensalmente apurados pelo GBL | Monitor, que acompanha todos os indicadores do mercado de moda.





