Já com projetos com universidades, movimento criado pela Abrapa avança em parceria com rede de 23 unidades do Senac SP

Após construir uma rede de parcerias com 17 instituições de ensino superior de Moda em diferentes regiões do Brasil, o movimento Sou de Algodão avança para o ensino técnico. Pela iniciativa, aspectos do algodão passam a integrar os cursos de moda do Senac SP, instituição que reúne 23 unidades educacionais e formou 616 alunos na área em 2025.
Na prática, os estudantes matriculados nos cursos de Técnico em Modelagem do Vestuário, Técnico em Estilismo e Coordenação de Moda, e Técnico em Produção de Moda do Senac SP terão acesso a materiais sobre o ciclo do algodão, as certificações de sustentabilidade do setor e diferenciais de qualidade da fibra brasileira. O cronograma de atividades também prevê a realização de palestras e cursos com especialistas do mercado, além de visitas guiadas que permitam aproximar o ambiente escolar da realidade do campo e das fábricas, informa comunicado de imprensa do Sou de Algodão, criado pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão).
De acordo com Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, a chegada ao ensino técnico cumpre um objetivo estratégico de longo prazo. Ela destaca no comunicado que a valorização do algodão brasileiro precisa ser construída com profissionais que, em breve, estarão tomando decisões reais de compra e desenvolvimento de produto dentro das indústrias e confecções.
CONSUMO INTERNO
O Sou de Algodão não divulga o investimento previsto para a frente de educação. “Temos a participação de marcas parceiras, em muitas das atividades que realizamos, além do próprio investimento das instituições, para levar estudantes e docentes em nossas ações, como a Experiência SDA na fazenda, que fizemos em maio”, destacou o movimento em resposta ao GBLjeans.
A expansão do Sou de Algodão para o ensino técnico com o Senac SP ocorre em meio ao crescimento do consumo doméstico da fibra. As projeções da Abrapa apontam para avanço de 704 mil toneladas na safra de 2024/25 para 720 mil toneladas em 2025/26, que tem produção projetada em 3,82 milhões de toneladas de pluma. E a entidade prevê ainda aumento do consumo interno de algodão para 740 mil em 2026/27, quando estima uma safra menor de 3,74 milhões de toneladas.
foto: criada por IA




