Grupo investe R$15 milhões, inaugura flagship, prepara expansão internacional das marcas, sem alterar foco no atacado

O Grupo Fakini prevê encerrar 2026 com faturamento de R$345 milhões, que representaria alta de 15% em relação a 2025. Com sede em Pomerode, a empresa catarinense atribui o resultado a uma estratégia que combina expansão comercial no mercado de atacado, experiências no varejo, novos acordos de licenciamento de peso e avanço de operações no exterior. Atualmente, a companhia atua no mercado com três marcas. A Fakini, de moda infantil no mercado desde 1994, responde por 90% do faturamento. Trabalha, ainda, com as marcas Angel, de moda feminina comprada em 2020, e Aurus, de moda masculina lançada em 2025.
Na frente de produtos, o Grupo Fakini reforçou os contratos de licenciamento com efeitos esperados nas vendas do segundo semestre. Prepara a primeira parceria com a Netflix, com o lançamento de linha inspirada nas Guerreiras do K-Pop dentro da marca infantil. Também para os pequenos a marca lançará coleção com a cantora Ana Castela para a linha Boiadeirinha.
Já a marca Angel estreia seu primeiro contrato de licenciamento com a Disney, antecipa ao GBLjeans Francis G. Fachini, CEO do Grupo Fakini.
NOVA SEDE

Construído ao lado da planta industrial que opera no centro de Pomerode, o novo centro administrativo concentrará departamentos que hoje estão distribuídos por prédios diferentes. Com cerca de 7 mil metros quadrados de área, a nova sede ocupará prédio de quatro andares, cuja construção consumiu a maior parte dos R$15 milhões que a companhia investiu desde o ano passado. “Nosso plano de investimentos do segundo semestre de 2026 está dedicado à finalização do Centro Administrativo – a loja no primeiro andar, o auditório e o showroom já estão finalizados e, agora, partimos para as adequações para receber o time administrativo”, esclarece Fachini.
No térreo, funciona a Fakini Store, loja conceito de mil metros quadrados inaugurada em julho, dividida em ambientes e experiências próprios de cada uma das marcas, comenta o CEO. Conforme o executivo, junto à fábrica de Pomerode já funcionava uma loja de outlet. A mudança para flagship atende ao interesse de mostrar tudo o que a companhia produz e aproveitar o crescente fluxo de turistas na cidade.
Fachini destaca que a empresa atua com varejo próprio desde 2012, quando inaugurou a primeira loja de fábrica e que virou a atual Fakini Store. Depois dela, vieram mais três operações em shoppings de outlet, nas cidades de Porto Belo (SC), Campo Largo (PR) e, mais recentemente, São Roque e Guarulhos, ambas no estado de São Paulo.
“Nosso foco segue sendo as lojas multimarcas e isso não deve mudar nos próximos anos. A Fakini Store, assim como os outlets, são estratégias paralelas com objetivos bastante específicos”, ressaltou Fachini.
INTERNACIONALIZAÇÃO
Atualmente, o Grupo Fakini mantém média de produção diária de 50 mil peças, sustentadas por 10 unidades produtivas. Na malharia, a capacidade instalada atinge 200 toneladas por mês. Expandir a internacionalização das marcas faz parte da estratégia de crescimento, conta o CEO.
“Mercados da América Latina estão recebendo investimentos no time comercial, na estrutura de atendimento e os resultados já começaram a aparecer, com novos clientes e novos mercados surgindo a cada coleção”, ressalta. A empresa também começa a desenhar um plano de abertura de lojas no mercado internacional.
foto: divulgação fachada da Fakini Store (crédito: Alex Miranda)





